quinta-feira, 28 de abril de 2016

JN faz frete ao BE

O JN de hoje traz um texto de opinião do João Semedo em grande destaque (pela dimensão e pelo local em que foi inserido) sobre as salas de chuto no Porto.
Mas este verdadeiro frete do JN ao BE está marcado por duas mentiras (ou inverdades, como agora se diz):
1- ao contrário do que JSemedo afirma, não haverá discussão sobre este assunto na sessão de hoje da Assembleia Municipal do Porto. Ao início da tarde de ontem, ficou acordado entre os representantes dos vários Partidos que o assunto não seria discutido hoje.
2- mesmo que fosse discutido, também ao contrário do que JSemedo afirma, nada de concreto seria decidido. Porque a proposta do BE é uma recomendação. Ou seja, recomenda que a Câmara faça. É que o Órgão Executivo é a Câmara Municipal na qual o BE não tem nenhum eleito... faltaram-lhe votos...
Como é evidente, seria mesmo muito estranho que JSemedo não soubesse do adiamento da sessão a tempo de informar a redacção do jornal.
Mas também seria estranho (aliás de uma inaceitável incompetência) que a direcção do JN não soubesse que a Assembleia Municipal iria discutir uma Recomendação.
Por isso, este frete do JN ao BE, representa também uma opção editorial de dar destaque a uma opinião que centra na criação das salas de chuto a resolução de um problema mais vasto e complexo.
A gravidade da situação, o quadro disperso do consumo na cidade, a urgência de responder ao agravamento e nova expansão dos problemas, a necessidade de respostas múltiplas e diversificadas, incluindo de prevenção de riscos e danos, reclama respostas integradas - equipas de rua, trocas de seringas, apoio sanitário, estruturas de proximidade de tratamento, incluindo a substituição de consumos e sem excluir consumo assistido de drogas, encaminhamento para estruturas de tratamento "definitivo", estruturas de assistência humanitária e social, reinserção social, etc..
Os problemas ligados à Toxicodependência são de grande complexidade a exigir respostas integradas e de longo prazo e não a ilusão de uma resposta mais ou menos milagrosa.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Rejeitar ilusões, combater a alternância

O exemplo da cidade do Porto confirma a necessidade de
Rejeitar ilusões, combater a alternância
Perante a mais grave situação desde a Revolução de Abril, com o alargamento da consciência de que esta política não resolve os problemas e a sua manutenção está a conduzir o país para o desastre, multiplicam-se acções e iniciativas para branquear responsabilidades, impedir o crescimento do PCP e a afirmação do seu projecto alternativo, ao mesmo tempo que surgem tentativas de subversão do regime democrático.
A propaganda sobre o alegado objectivo do PS “virar à esquerda” e a valorização dos chamados “independentes” merecem uma análise a partir da realidade do concelho do Porto onde uma existe uma combinação digna de registo.
Vamos por partes. Primeiro o desejo do PS governar à esquerda. Nas últimas autárquicas o candidato do PS anunciou várias vezes a sua vontade de uma maioria de esquerda na Câmara do Porto, propondo inclusive reuniões e fazendo apelos públicos ao Partido. Passadas as eleições, contados os votos, ganhou uma lista de cidadãos eleitores apoiada pelo CDS e por sectores do PSD, com significativos apoios do grande capital. Face à ausência de maioria absoluta, o PS, com o seu “sentido de responsabilidade” e a sua disponibilidade de sempre para “entendimentos” assinou um acordo onde se compromete a executar o programa da lista mais votada. Ou seja, o PS, representado por alguém que hoje integra o seu Secretariado Nacional, assinou um acordo de governação na segunda cidade do País onde se compromete a executar o programa do CDS e de sectores do PDS, de que Rui Moreira é rosto público.
Dito isto, ninguém estranha que este mesmo destacado dirigente do PS tenha dado um entrevista (JN, 15/12/2015) assumindo que o próximo governo tem que ser capaz de fazer convergências para dar “confiança aos investidores”. Mas se alguém duvidasse o que pretendia dizer, puxou da sua experiencia na autarquia para afirmar que, quanto a possibilidades de alianças, acha que o poderá fazer com “alguns sociais-democratas” do PSD e “um ou outro democrata cristão” no CDS.
Vejamos agora a questão dos “independentes” e o papel que poderão assumir na resolução dos problemas e na mudança de políticas. Depois da gestão anterior de Rui Rio e da coligação PSD/CDS ter “batido os recordes” de autoritarismo, de prepotência, de postura antidemocrática, de desrespeito pelos órgãos eleitos, de hostilização de grande parte das forças sociais da cidade, dificilmente seria possível fazer igual ou pior. Nesta perspectiva, fica fácil notar que não é complicado à maioria Rui Moreira/CDS/PS no actual contexto projectar uma imagem de mudança de estilo. Mas não podemos confundir mais simpatia com novas políticas e, à luz das decisões tomadas neste primeiro ano de mandato, conclui-se facilmente que não há ruptura com as principais orientações políticas. Vejamos alguns exemplos desta governação:
- Fomentou ilusões sobre a possibilidade de municipalização da empresa, para depois divulgar estudos técnicos que defendem como solução os despedimentos de trabalhadores, privatização e cortes de linhas. Rejeitou a moção da CDU de combate à privatização da STCP.
- Desencadeou processos de privatização do Pavilhão Rosa Mota e do Estacionamento na Via Pública.
- Promove um modelo de reabilitação do centro histórico que expulsa moradores e elitiza o acesso à habitação nesta àrea.
- Saudou gravosas medidas do governo para a cidade, como o fecho de esquadras PSP e o encerramento do único SASU - Serviço de Atendimento de Situações Urgentes, mantendo um silêncio cúmplice em relação à decisão de encerramento o Hospital Joaquim Urbano.
- Perante uma Auditoria que expõe graves irregularidades em torno do negócio imobiliário para a construção de apartamentos de luxo nos terrenos do actual Bairro do Aleixo, parece empenhar-se em salvar o modelo desta negociata, tendo recusado a proposta da CDU de extinção do fundo imobiliário em causa e de construção nova habitação social no local.
- Apesar de ter assinado com os sindicatos o acordo para as 35 horas, continua sem as aplicar.

Sem querer fazer extrapolações directas para a realidade nacional, este exemplo concreto, que envolve altos responsáveis do PS, o apoio do CDS (manifestado pelo próprio Paulo Portas) e o compromisso de não oposição do PSD (afirmada pelo seu porta-voz nacional) mostra que apesar de todos os “discursos de esquerda”, o povo do Porto continua a ter um poder autárquico dirigido com políticas de direita, com aval e empenho do PS.
A alternância, os “entendimentos responsáveis” entre PS/PSD/CDS, os chamados independentes e os discursos de esquerda do PS convergem todos no sentido do branqueamento das responsabilidades destes partidos na situação nacional, para a difusão de ilusões e para o impedimento de soluções alternativas.
Tal como temos vindo a afirmar, o que precisamos não é de palavras e discursos bonitos ou de “esquerda”, mas de actos concretos e de opções políticas em favor dos trabalhadores e das populações. O problema do país não é de caras mas de programas políticos, não precisamos é de vagas promessas mas de uma inequívoca ruptura com a política direita que abra caminho às soluções que o país precisa para assumir os valores de Abril e os projectar no futuro de Portugal.

Assim, a luta pela alternativa patriótica e de esquerda é cada vez mais urgente e inadiável, reclamando a acção, intervenção e luta de todos os que são atingidos por esta política de desastre nacional, dos jovens, das mulheres, dos reformados, dos micro-empresários e de todos os que sentem nas suas vidas as consequências da opção de classe de sucessivos governos que, num processo de ajuste de contas com a Revolução de Abril, procuram destruir o que de mais avançado, justo e progressista existe. Cabe aos militantes e às organizações do Partido assumir o papel histórico de vanguarda que compete ao PCP, tomando medidas concretas para o reforço da organização e da sua ligação às massas, denunciando a política de direita, os seus responsáveis, apontando alternativas e reforçando os movimentos e organizações de massas e, por essa via, contribuindo para a multiplicação e intensificação da corrente de luta pela ruptura com a política de direita e exigência de uma alternativa patriótica e de esquerda.

Sobre a variante Clarificar intenções, desmitificar posições

A importância da construção da Variante à Estrada Nacional 14 (EN14) é assumida pela generalidade dos partidos políticos, por autarcas, pelas populações e forças vivas dos vários concelhos envolvidos. Há anos que é assim, mas há anos que se espera pela solução deste problema que estrangula o trânsito no centro da Trofa, dificulta o desenvolvimento económico e inferniza a vida a muitos dos que têm que atravessar esta estrada para as suas deslocações diárias.

Ao longo dos últimos vinte anos, candidatos e dirigentes partidários dos vários quadrantes políticos vieram à Trofa dizer que concordavam com a necessidade de construção da variante. Alguns diziam até que achavam urgente a sua construção. Perante estes factos, seria de esperar que fosse fácil solucionar o problema. Mas tal não tem acontecido por evidente falta de vontade política.

Em anos sucessivos, o PCP apresentou propostas de inclusão de verba para a construção da Variante à EN14 mas ela foi sempre chumbada. Com uma particularidade, quando o governo era do PS, o PSD e o CDS às vezes votavam a favor (chegaram mesmo a apresentar propostas próprias de atribuição de verbas) com a maioria PS a chumbar.

Quando o governo era do PSD/CDS, o PS às vezes votava a favor da proposta do PCP (e penso que também chegou a apresentar uma proposta) mas o PSD e o CDS chumbavam.
Nos últimos meses, autarcas e dirigentes do PSD/CDS andaram a prometer fundos comunitários para a construção da Variante, mas o governo desses mesmos partidos “tirou-lhes o tapete” e recusou o que parecia consensual e evidente.

Agora, a Variante à EN14 volta para a ordem do dia. Será discutida na Assembleia da República no dia 7 de Janeiro, com previsível votação dos projectos de resolução sobre o assunto no dia 9 de Janeiro.

Há Projectos de Resolução apresentados pelo PCP, pelo PSD e pelo PS. Todos eles serão discutidos e votados.

Todos estes três Projectos de Resolução têm considerandos convergentes. Mesmo na parte resolutiva há uma convergência ao recomendarem ao governo a construção da Variante à EN14. No entanto, o PCP é o único que vai além de uma recomendação ao governo, apontando a necessidade de definir desde já um calendário que garanta o início da construção durante o ano de 2015.

Se o PS e o PSD/CDS querem, finalmente, que a Variante avance, têm que aprovar o Projecto de Resolução do PCP e pôr em marcha os trabalhos para a concretização desta obra. Sem mais desculpas, sem mais adiamentos, independentemente de mudanças de governo que espero sinceramente ocorra o mais breve possível.

Da parte do PCP não há equívocos nem mistificações. Queremos que a variante comece a ser construída este ano. E os outros?

(texto publicado n`O Notícias da Trofa em Janeiro de 2015)

domingo, 17 de junho de 2012

Resistir a mais uma tentativa de liquidação das freguesias… e dos concelhos

Resistir a mais uma tentativa de liquidação das freguesias… e dos concelhos

A chamada reforma administrativa, que tem como objectivo central a liquidação de centenas de freguesias, insere-se no ataque mais geral ao poder local democrático e aos direitos e interesses das populações e dos trabalhadores, que foi cozinhado pelo PS, o PSD e o CDS com a Troika estrangeira.

Nesta chamada reforma estão em causa três objectivos principais:

- liquidação da autonomia do poder local, com consequências nos direitos das populações e nas suas condições de vida;

- reduzir a capacidade de controlo democrático, favorecendo a corrupção;

– impedir a concretização da regionalização.

Contrariamente ao que tentam fazer crer, com a publicação da Lei 22/2012, que “Aprova Regime Jurídico Reorganização Administrativa Territorial Autárquico”, não é consumada a extinção de freguesias. Nenhuma freguesia está automaticamente liquidada. A sua extinção obrigará à aprovação em concreto na Assembleia da República das leis, em rigor lei a lei, que tenham como objectivo uma nova divisão administrativa nos concelhos que viessem a ser abrangidos.

Na fase actual, há um papel determinante das assembleias de freguesias e das assembleias municipais. Impõe-se que estas assembleias se pronunciem contra esta reforma, pela manutenção das suas freguesias, em defesa da sua identidade, da sua história e das suas populações. Na prática, os membros das assembleias de freguesias e das assembleias municipais terão que escolher entre defender a sua terra ou extingui-la!

É hora de clarificar posições. Até ao momento, tem sido clara a diferença de empenho das diversas forças políticas. Aliás, é justo dizer que, se não fosse o empenho da CDU, não haveria expressão das freguesias da Trofa nas grandes manifestações em defesa das freguesias que se realizaram no Porto e em Lisboa.

Mesmo que cheguem tarde, o PS, o PSD e o CDS ainda vêm a tempo de pôr os interesses da Trofa e das suas 8 freguesias acima do pacto de agressão que os seus partidos assinaram com a troika estrangeira.



Troika portuguesa prepara ataque aos concelhos

Enquanto procuram liquidar muitas centenas de freguesias, os partidos da troika (PS, PSD e CDS) preparam a extinção de concelhos.

Lançaram a discussão a propósito de uma eventual fusão entre o Porto e Gaia. Usam como argumento a necessidade de “expandir” o Porto, de dar dinâmica ao Grande Porto, de criar sinergias. Estes mesmos defensores desta tal “fusão” são os responsáveis por não haver regionalização e por termos uma Junta Metropolitana do Porto inoperante e incapaz de assumir um papel dinamizador de toda a Área Metropolitana.

O que está em causa não é a existência de serviços comuns de distribuição de água ou de recolha de lixo. Isso já é possível e até existe em muitas situações. O que está em causa é o ataque aos serviços públicos, o fim da fiscalização democrática, o favorecimento da corrupção, o ataque ao poder local democrático!

Ao lançarem a discussão sobre a fusão Porto-Gaia, estão a abrir caminho para a extinção de concelhos. Estão a ir contra a história, a cultura e a identidade das populações. Já agora, alguém sabe qual seria o futuro do concelho da Trofa à luz dos critérios das troikas?



Jaime Toga
(publicado n`O Notícias da Trofa de 14/06/2012)

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Lutar pela rejeição do pacto de agressão, por uma política patriótica e de esquerda

Jornal «Avante!» - Opinião - Lutar pela rejeição do pacto de agressão, por uma política patriótica e de esquerda

Um ano depois das eleições legislativas, de que resultaram esta maioria e este Governo, o País está a sofrer as consequências do pacto de agressão que PS, PSD e CDS tinham assinado com a troika estrangeira – sob activo apoio do Presidente da República.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Trabalhadores do Metro do Porto respondem com grande Greve Geral!


Há cerca de 2 semana, as chefias da Metro do Porto publicaram no jornal do Belmiro de Azevedo (o Público) com as oito razões para os trabalhadores do Metro do Porto não aderirem à greve. Era uma lista de mentiras, escritas por quem vê o mundo com um salário 5 vezes superior ao da maioria dos Portugueses e se especializou a lamber as botas dos administradores da empresa.
A grande resposta foi dada ontem na Greve Geral. Apenas 3 dos 210 condutores do Metro foram trabalhar. E 10 destes "chefes" foram substituir trabalhadores em greve, o que é obviamente ilegal.
Viva a Greve Geral, viva a resposta que os trabalhadores do Metro deram aos lambe botas!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

PSD, CDS e PS Não deixam resolver o problema de financiamento da empresa Metro do Porto e impedem o avanço de novas linhas

PSD, CDS e PS Não deixam resolver o problema de financiamento da empresa Metro do Porto e impedem o avanço de novas linhas

Foi hoje a votação na Assembleia da República o Projecto de Resolução do PCP que "Recomenda uma profunda alteração no financiamento da empresa Metro do Porto, SA que permita o relançamento faseado da 2.ª fase da rede do Sistema de Metro Ligeiro da Área Metropolitana do Porto, incluindo a extensão da Linha Verde, entre o ISMAI (Maia) e a Trofa".

Com esta iniciativa, ficou provado que o ruinoso modelo de financiamento do Metro do Porto não é nenhuma fatalidade. Há soluções, é possível a comparticipação de fundos comunitários para o desenvolvimento do projecto e para assegurar a ligação entre ISMAI e a Trofa, há mais de uma década prometida e sucessivamente adiada.

Contudo, a maioria de direita que sustenta o governo (PSD e CDS) chumbou as propostas apresentadas pelo Grupo Parlamentar do PCP, impedindo a resolução de um problema fundamental ao desenvolvimento da Área Metropolitana do Porto e à superação dos enormes problemas de mobilidade que persistem.
O PS, refém das suas responsabilidades passadas, deu o seu acordo à integração da linha da Trofa na segunda fase, mas absteve-se na votação das medidas que apontavam as soluções para os problemas de financiamento.

Com esta posição, PSD, CDS e também o PS, mostram como continuam a enganar o povo, prometendo uma coisa em campanha eleitoral e fazendo outra na Assembleia da República.
O chumbo desta proposta tem como consequências o não avanço de novas ligações, o agravamento dos problemas financeiros da Metro do Porto e a prazo o aumento dos custos para os utentes.
Esta opção política do PSD, do CDS e do PS tem um objectivo claro: preparar a empresa para a privatização, mesmo que isso signifique pior serviço público, mais custos para o Estado e para os Utentes e prejuízo no desenvolvimento regional.

A DORP do PCP considera que este não é um assunto terminado, apelando ao protesto das populações e dos autarcas. Da nossa parte, tudo faremos em defesa deste projecto e do desenvolvimento da região e do país.

Porto, 30 de Setembro de 2011
O Gabinete de Imprensa da DORP do PCP

Ainda sobre a Escola de Cidai

Ainda sobre a Escola de Cidai

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Face à demagogia dos nossos autarcas

Denunciar os responsáveis pelo encerramento da Escola de Cidai

Na última edição deste jornal era dado destaque ao encerramento da Escola de Cidai. Quem leu a notícia pode ter ficado com a ideia que a escola foi encerrada contra a vontade da Câmara (PS) e contra a vontade da Junta (PSD), mas não. Nem a Câmara, nem a Junta, nem os seus presidentes, nem o PS, nem o PSD… e nem o CDS estão contra o encerramento da Escola de Cidai!

Eu passo a explicar melhor. Em Novembro de 2006, numa reunião extraordinária da Assembleia Municipal da Trofa, foi discutida e votada a Carta Educativa da Trofa. Esse documento previa o encerramento desta escola. Na altura de votar, apenas a CDU esteve contra! O próprio presidente da Junta de Santiago de Bougado votou favoravelmente este documento. Tal pode ser verificado na minuta da acta dessa reunião disponível para consulta em http://www.mun-trofa.pt/filecontrol/site/Doc/Carta_Educativa_%20global.pdf

Ao quererem centrar a discussão na existência de um aviso prévio, os autarcas do concelho estão a desviar a discussão do mais importante, querem passar por cima das suas próprias responsabilidades neste desfecho.

Além da denúncia da “demagogia barata” da presidente da Câmara e do presidente da Junta, há ainda duas outras questões que me merecem comentário.

A primeira questão prende-se com as consequências do sucessivo encerramento de serviços públicos (escolas, centros de saúde, maternidades, serviços de urgência, repartições de finanças…). Esta “política do encerramento”, que tem sido executada pelos governos do PS e pelos governos do PSD/CDS, tem maiores consequências junto das famílias mais carenciadas, que têm menos recursos para se deslocar ou para aceder ao sector privado. É uma expressão da injustiça social desta política.

O outro comentário que quero fazer a propósito deste assunto é sobre a “falta de memória” e o tratamento dado a matérias de grande relevo. É estranho que se faça uma notícia sobre este assunto, com chamada de primeira página, sem qualquer trabalho de pesquisa em relação ao que o próprio jornal já escreveu sobre do assunto.

Como é possível dar uma notícia destas sem dizer que nem Joana Lima, nem António Azevedo contrariaram esta decisão quando ela foi programada há cinco anos atrás?

Só para avivar memórias, na edição de 23 de Novembro de 2006 deste Jornal, eu escrevi que “Do documento que a Câmara levou à discussão há alguns aspectos que me parecem do maior relevo e que merecem ser do conhecimento de todos os trofenses, nomeadamente:

- encerramento de escolas no concelho. Está previsto o encerramento de duas escolas em Santiago de Bougado: a escola da Lagoa e a escola de Cidai.

Se no caso da Lagoa, os alunos poderão ser acolhidos na futura escola integrada que se prevê construir naquele lugar, já as crianças de Cidai passarão a ter que percorrer dois ou três quilómetros até à futura escola.

Acresce a isto o facto de a Câmara ter gasto recentemente dinheiro em obras nas escolas que agora propõe fechar!

Mais palavras para quê?


excerto do texto de opinião publicado n`O Notícias de Trofa de 15/09/2011

terça-feira, 30 de agosto de 2011

As Escolas e o Ensino no concelho - Os problemas vão continuar!


As Escolas e o Ensino no concelho - Os problemas vão continuar!

Porque o assunto voltou a ser notícia a propósito do encerramento da Escola de Cidai, aqui fica o texto que escrevi em Novembro de 2006 sobre a aprovação da Carta Educativa.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Vamos todos assinar!

Há muito que não actualizo este blog, nem tenho a intenção de retomar a publicação regular que mantive durante algum tempo. Contudo, não posso deixar de usar este espaço para divulgar a petição em defesa do Metro para a Trofa.
Uma petição lançada por uma pessoa, mas que merece o apoio generalizado da população, pela justeza da reivindicação e pela necessidade de fazer justiça e acabar com as aldrabices.

aqui fica o link:
http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2010N3571

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Paços do concelho

Para refrescar as mentes, podem ler aqui o que escrevi sobre os Paços do Concelho, dias após Joana Lima e Bernardino Vasconcelos se terem unido em defesa da construção na zona do Catulo/Parque das Sra das Dores.
Tinham tanta pressa em fazer as coisas às escondidas que até escolheram logo o parceiro privado que iria construir.
Tudo por unanimidade.
Na Assembleia Municipal, com a ajudinha também do CDS, impediram a discussão pública que propus! Tal discussão só se fez mais tarde porque a constestação popular a isso exigiu.
A minuta da acta da Assembleia Municipal pode ser consultada aqui.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Variante à EN14 - afinal já não será construída!?

Foi ontem publicado no Noticias da Trofa o meu texto de opinião sobre o novo alarido em torno da construção da Variante à EN14 que pode ser lido AQUI.
Ontem mesmo, à noite, o Ministro das Finanças deu a grande novidade:
"Obras que ainda não foram lançadas não se vão fazer até ao fim de 2013"!

Ou seja, como ainda está em fase de estudo de impacte ambiental, a variante volta a ser atirada para as calendas...

É assim mais evidente o ridículo a que se prestaram os 4 vereadores do PS na Câmara Municipal da Trofa.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

OPINIÃO

Como o meu texto de opinião publicado n`O Noticias da Trofa de 7 de Janeiro de 2010 não está disponível no sítio do Jornal, aqui fica para os interessados:


Plataforma Logística Maia/Trofa

ACABOU SEM COMEÇAR?

Há mais de três anos, a então deputada do PS na Assembleia da República e actual presidente da Câmara Municipal da Trofa, Joana Lima, fez a sua primeira intervenção no Parlamento para elogiar a plataforma logística Maia/Trofa cuja construção o governo anunciara num programa chamado «Portugal Logístico».

Segundo a parlamentar, “é, sem sombra de dúvida, uma infra-estrutura de referência da Autoridade Metropolitana de Transportes do Porto e contribuirá fortemente para a dinamização da actividade económica do País (…) Além disso, irá promover o desenvolvimento económico local e regional (…) permitirá oferecer alternativas de localização de novos negócios.

Joana Lima foi mais longe ao anunciar que “o primeiro passo para a implementação do Portugal Logístico foi dado no final de 2005, até porque, continuava a oradora, “esta medida insere-se no desafio a que o Governo se propõe, de colocar o País na linha da frente em matéria de inovação e conhecimento.

Tudo parecia caminhar sobre rodas porque, na mesma intervenção foi assegurado que “o Governo pôs em marcha um plano coerente e consistente, que responde ao objectivo de desenvolver um sector de actividade estratégico para o aumento da eficiência da economia nacional, criando as condições para fornecer níveis de serviço de excelência, competitivos e articulados” e terminava garantindo que a plataforma Maia/Trofa é “uma das duas grandes plataformas logísticas urbanas, terá um papel preponderante para a sustentabilidade económica e ambiental dos sistemas produtivos e de transportes em Portugal, em particular na Área Metropolitana do Porto.

Agora, em resposta a requerimentos do PCP, o governo reconhece que afinal já não será construída esta plataforma porque a construtora, a SOMAGUE, acha que os terrenos são muito caros.

Ou seja, esta infra-estrutura preponderante para a sustentabilidade económica da nossa região e do país não será construída porque o interesse nacional está dependente do interesse das grandes empresas de construção civil e da especulação imobiliária.

O investimento de milhões de euros que potenciaria o desenvolvimento da região, a fixação de empresas e a criação de postos de trabalho não se vai fazer porque uma construtora diz que os terrenos são muito caros!

Manterá Joana Lima a mesma opinião sobre a importância desta infra-estrutura? Que posição já tomou junto do governo do seu Partido?

Uma coisa fica provada: o facto de termos uma Câmara e um governo da mesma cor política não é nenhuma vantagem para a Trofa. O governo é mau para o país, por isso é mau também para a Trofa!

Por fim, importa questionar se será a oportunidade de se estudar a mudança de localização, para a zona entre S. Romão/Covelas e Vilar de Luz (próximo do Aeródromo) salvaguardando completamente os terrenos agrícolas do Vale do Coronado e continuando a defender a importância estratégica de manter o investimento nesta zona?

Da parte do PCP, fica claro o empenho na concretização deste investimento, no respeito pelo ambiente, mas defendendo o desenvolvimento regional, criando condições para a fixação de empresas e a dinamização económica que tanto precisamos.

Jaime Toga


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Protagonistas das noticias


Aqui fica, para quem tem dúvidas quanto ao tratamento desigual da Comunicação Social relativamente aos vários Partidos.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Mais um investimento adiado - METRO!

Ontem coloquei um post sobre a não concretização de um investimento importante para a nossa região, a Plataforma Logística Maia/Trofa.

Hoje novos investimentos adiados: os novos troços do Metro do Porto serão mais uma vez adiados!
Isto no mesmo dia em que é conhecido que haverá 2,5 mi milhões de euros para alargar o Metro em Lisboa.

Acho bem que alarguem o Metro de Lisboa, o que está mal é voltarem a adiar o Metro do Porto.
Assim, o Metro na Trofa entrará em funcionamento com um atraso de 10 anos, se não for adiado mais vezes...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Plataforma Logística Maia/Trofa - Governo “deixa cair” importante investimento para a região

Após vários adiamentos da concretização das plataformas logísticas previstas para a Região do Porto (Leixões e Maia/Trofa), o governo reconhece agora que a Plataforma Logística Maia/Trofa não se concretizará “enquanto o preços dos terrenos [que a construtora interessada – SOMAGUE – tem que pagar] não vier a descer para níveis mais baixos”.
Em resposta enviada ao Grupo Parlamentar do PCP, o Ministério das Obras Públicas e Transportes esclarece ainda que não há qualquer localização alternativa que esteja a ser encarada, nem está prevista qualquer data para construção desta Plataforma, evidenciando assim o abandono deste projecto que o próprio governo classificou como prioritário.
A DORP do PCP considera escandaloso que um projecto desta importância esteja submetido à especulação imobiliária e ao interesse das construtoras. É o interesse nacional – e o desenvolvimento económico da região – submetido ao interesse dos privados.
Após vários investimentos adiados no distrito (de que são exemplo o Metro do Porto, o Hospital Póvoa/Vila do Conde ou o Centro Hospitalar de Gaia) o governo aprofunda a discriminação da região ao permitir que a construção da Plataforma Logística Maia/Trofa deixe de constar dos seus objectivos.
A construção desta Plataforma Logística seria uma importante alavanca para o desenvolvimento económico da região, potenciador da manutenção e atracção de investimentos, particularmente importantes quando falamos de concelhos com taxas de desemprego muito superiores à média nacional (Trofa 18%, Maia 12%, Santo Tirso 18%) e que há anos carecem de investimentos centrais.
A DORP do PCP reafirma ainda a necessidade de se considerar a deslocação da plataforma para Este, para uma zona de fronteira entre os concelhos da Maia, da Trofa e de Santo Tirso (próximo do Aeródromo de Vilar de Luz) permitindo a salvaguarda completa dos terrenos agrícolas do Vale do Coronado e mantendo a localização na mesma zona, em cumprimento dos objectivos previstos.

O Gabinete de Imprensa da DORP do PCP

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Fim do mandato

Encabecei a lista da CDU à Assembleia Municipal, há quatro anos. Cumpri com o compromisso de levar à Assembleia os problemas da população de todas as freguesias. Nenhum outro eleito falou de problemas concretos das oito freguesias do concelho.
Tal como assumi durante a campanha, o mandato era colectivo e haveria rotação. Alternei com o Paulo Queirós e a Irene Lobo o exercício do mandato.
Chego, eu e o colectivo em que me insiro, ao fim do mandato com a sensação de dever cumprido e com a certeza que, mesmo não sendo novamente candidato, é na CDU que reside a força que a Trofa precisa.
Não precisamos de grandes oradores, de gente que fala bonito e promete muito. Precisamos de quem não se esquece dos homens e mulheres da terra, principalmente daqueles que passam grandes dificuldades, que vivem situações dramáticas - muitos dos quais desempregados - dos comerciantes que vivem sufocados com a concorrência desleal das grandes superfícies, dos jovens que não encontram um concelho com verdadeira política desportiva, dos reformados que não querem apenas passeios quando o rei faz anos.
O Paulo Queirós, a Conceição Silva e os outros que os acompanham são merecedores da confiança dos trofenses.
Jaime Toga

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Candidatos da CDU às autarquicas de 2009

Não será surpresa para ninguém o meu apoio à CDU.
Contudo, o conhecimento que Paulo Queirós e Conceição Silva têm dos problemas do concelho, a ligação à Trofa, o empenho e competência que têm demonstrado nas causas que vão assumindo, o trabalho colectivo que caracteriza a CDU e a ligação à nossa gente serão merecedores d confiança de todos.
Se a campanha for para debater ideias e para discutir as propostas para o concelho, não tenho dúvidas que a CDU alcançará um grande resultado.